Em 2026, os portais de finanças têm audiência garantida no Brasil. Durante um estudo recente, que mapeou os hábitos digitais de centenas de brasileiros, o tema foi apontado por 42,6% dos entrevistados entre os conteúdos que mais os levam a consumir páginas na web.
De forma geral, o levantamento mostra que o consumo de conteúdo pelos internautas é bastante diversificado: tópicos como turismo, esportes e gastronomia também figuram entre as categorias mais visitadas, refletindo um acesso orientado a interesses específicos, atendidos com vantagem em relação às redes sociais.
Os dados são da Locaweb, especialista em hospedagem de sites e infraestrutura digital, que ouviu usuários de diferentes regiões para entender como os internautas navegam e buscam informação online. Os resultados reforçam que, mesmo com o avanço do Instagram e o TikTok, os endereços próprios seguem como principal fonte informativa para 42% dos respondentes, sobretudo quando o assunto exige profundidade e confiabilidade.
Brasileiros confiam mais em sites e blogs do que redes sociais
De forma geral, o estudo da Locaweb destaca como, em 2026, o uso de sites está fortemente ligado à procura por mais profundidade e intenção de busca. Entre os entrevistados pela marca, 68% afirmaram recorrer a esses canais durante o aprofundamento em temas de interesse, enquanto 5 em cada 10 os utilizam com mais força nos momentos de compra e durante as horas de estudo ou capacitação.
Enquanto as redes sociais são associadas pelos internautas à descoberta rápida de conteúdos, as páginas na internet aparecem como espaços voltados ao aprofundamento, consulta e validação de informações.
Trata-se de uma percepção confirmada em outras respostas: 68,4% dos brasileiros ouvidos, por exemplo, apontam a profundidade como principal vantagem desses canais, seguida pela credibilidade (61,8%) e organização da informação (51,2%). Também aparecem a independência dos algoritmos (34%) e a perenidade do conteúdo (31%), reforçando a ideia de maior controle e confiabilidade nos artigos de sites e blogs.
Para Lívia Lampert, Head de Growth na Locaweb, o comportamento do usuário reforça como os sites permanecem estratégicos para as empresas e novos negócios. "O brasileiro não abandonou os sites e navega de forma mais consciente e intencional. As redes sociais cumprem um papel de descoberta e entretenimento rápido, mas, quando se trata de buscar informações de qualidade, tomar decisões ou aprender algo, o movimento mais comum é recorrer aos sites e blogs", comenta.
Criação de sites: do interesse dos brasileiros ao avanço da IA
Se os sites e blogs seguem relevantes como fonte de informação e aprofundamento de conteúdo, o estudo da Locaweb mostra que eles também continuam despertando interesse como espaços próprios de criação, expressão e negócios no Brasil.
Quando questionados sobre suas experiências enquanto criadores de sites, 66,2% dos entrevistados afirmaram já ter criado ou ao menos considerado criar uma página na internet. Dentro desse universo, 35,6% demonstraram interesse em sua monetização — o que mostra como a presença online vem sendo cada vez mais associada a oportunidades de empreendedorismo, desenvolvimento profissional e novas fontes de receita.
Apesar das experiências e do interesse expressivo, o caminho até a criação de um site ainda é marcado por obstáculos técnicos para muitos usuários.
A falta de conhecimento na área lidera as barreiras: 5 em cada 10 respondentes apontaram esse como o principal empecilho para criar uma página na internet hoje. Já a dificuldade em manter e atualizar o site aparece em seguida (41,2%), acompanhada pela escolha e registro de domínio (28,2%) e a complexidade na configuração e publicação (26,8%).
É justamente nesse cenário que a IA começa a ganhar protagonismo na nova geração de criadores de sites. Quando questionados sobre como usam ou usariam a inteligência artificial na manutenção de uma página na internet, 65,4% dos respondentes afirmaram que recorreriam à tecnologia para criar o design e a estrutura do site. Muitos também destacaram aplicações ligadas à produção de conteúdo (56,8%), SEO (47,2%) e uso de chatbots para atendimento ao cliente (44,6%).
Para Lívia, o avanço da inteligência artificial representa uma mudança importante na forma como os brasileiros constroem sua presença digital. "A IA de fato está ajudando a transformar a criação de sites em um processo mais simples, rápido e acessível. Na Locaweb, por exemplo, é possível desenvolver uma página praticamente do zero em poucos passos com a hospedagem de sites com IA, com sugestões automáticas de estrutura, design, imagens e textos, permitindo que pessoas e pequenos negócios coloquem suas ideias no ar sem depender de conhecimento técnico avançado ou de terceiros", conclui.
Metodologia
Para entender como os brasileiros recorrem a sites e blogs atualmente, a Locaweb ouviu, nas últimas semanas, 500 usuários de diferentes regiões do país. A pesquisa, que possui índice de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais, explorou os hábitos de consumo de conteúdo, percepções sobre formatos digitais, barreiras na criação de sites e o papel da inteligência artificial nesse processo.