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Falta de capacitação aplicada trava decisões estratégicas nas empresas, apontam estudos

Foco excessivo em conteúdo e pouca aplicação prática reduzem o efeito da capacitação corporativa

Apesar dos investimentos crescentes em treinamento corporativo, a maioria das empresas ainda não consegue transformar capacitação em impacto real sobre decisões, execução e resultado. O problema não está na ausência de iniciativas, mas na forma como elas são desenhadas e aplicadas.

De acordo com dados da Elearning Industry, apenas cerca de 12% dos profissionais conseguem aplicar no trabalho as habilidades aprendidas em treinamentos tradicionais, o que indica um descolamento entre aprendizagem e realidade operacional. Já um levantamento da Edstellar mostra que 74% dos profissionais acreditam não atingir seu potencial por falta de treinamentos relevantes e oportunidades de desenvolvimento.

O efeito dessa lacuna aparece nos indicadores de produtividade e desempenho. Segundo dados compilados pela Association for Talent Development (ATD), organizações que mantêm programas estruturados e contínuos de capacitação apresentam até 17% mais produtividade e mais que o dobro de receita por colaborador em comparação com empresas que treinam de forma pontual ou desconectada da estratégia.

Para Vinicius Scarpa, CEO da Inventta, o desafio é menos sobre quantidade de treinamento e mais sobre onde ele acontece dentro da organização.

"Capacitação só gera impacto quando entra no fluxo real de decisão. Quando fica restrita a conteúdos genéricos ou fora do contexto do negócio, ela não muda comportamento nem resultado", afirma.

Quando capacitação deixa de ser RH e passa a ser estratégia

Estudos recentes indicam que grande parte das iniciativas de desenvolvimento falha porque não considera o ambiente real em que líderes e times tomam decisões. De acordo com análise da Elearning Industry, treinamentos isolados, sem conexão com problemas concretos, tendem a ser esquecidos rapidamente e não influenciam prioridades, orçamento ou execução.

Esse cenário explica por que muitas empresas convivem com times tecnicamente informados, mas pouco preparados para lidar com ambiguidade, risco e trade-offs estratégicos. O resultado é conhecido: boas estratégias travam na execução.

Na prática, experiências de capacitação conectadas à realidade do negócio têm mostrado outro efeito. É o caso da AstraZeneca, que realizou um processo de desenvolvimento da liderança conduzido pela Inventta, com foco em decisões reais e desafios concretos da organização.

"A liderança executiva se manteve engajada em todos os encontros, inclusive com a presença do CEO. Isso não é comum", relata Dante Lopes, executivo responsável pela transformação da empresa. "Desde o primeiro encontro ficou claro que não era teoria. Eram casos práticos, próximos da nossa realidade."

Segundo ele, a dinâmica de aplicação contínua foi determinante. "A cada encontro fazíamos o debriefing e surgiam ajustes para melhorar o próximo. Isso foi essencial para a experiência positiva da alta liderança."

Capacitação aplicada muda o tipo de decisão que a empresa toma

De acordo com análises da Inventta, quando a capacitação passa a operar como parte da infraestrutura estratégica, o impacto vai além do aprendizado individual. Decisões ganham mais clareza, conflitos são resolvidos com menos atrito e a organização passa a responder melhor a contextos de incerteza.

"O projeto começou como uma trilha de letramento e terminou como uma construção de estratégia", resume Dante. "A forma prática como os conteúdos foram trabalhados fez com que os executivos quisessem aplicar imediatamente ao nosso contexto. No fim, não foi só capacitação, foi transformação."

Essa mudança de abordagem responde diretamente ao déficit apontado pelos estudos: menos foco em conteúdo genérico e mais em capacitar lideranças e times para decidir melhor quando o risco é real, o impacto é alto e o resultado importa.

Para Scarpa, esse é um movimento que tende a ganhar força nos próximos anos. "Empresas que tratam capacitação como agenda periférica vão continuar sentindo dificuldade de execução. As que integram desenvolvimento ao processo decisório criam uma vantagem difícil de copiar", conclui.

Mais do que discutir modelos de treinamento, o debate que começa a ganhar espaço no mercado é outro: como estruturar capacitação de forma consistente, conectada à estratégia e capaz de sustentar decisões ao longo do tempo. Experiências práticas como essa ajudam a iluminar caminhos possíveis.

Sobre a Inventta

Fundada em 2004, a Inventta possui mais de 20 anos de atuação. Nesse período, realizou com sucesso mais de 400 projetos em parceria com mais de 150 empresas, incluindo clientes renomados como CPFL, Eletrobras, EDP, Johnson & Johnson, Suzano, São Martinho, Sodexo, Energisa, Natura, Votorantim Cimentos, Cargill, Novo Nordisk, Aegea, entre outros.

A missão da Inventta é transformar negócios a partir da inovação. Focada em inovação, digital e estratégia, a Inventta ajuda organizações a endereçarem seus desafios estratégicos e transformarem seus mercados a partir da criação e execução de novos modelos de negócio, produtos ou serviços. Na Inventta, a inovação está a serviço do negócio para maximizar seus resultados.